sábado, 17 de abril de 2010

blues...tristeza didática,inspirativa.

Fora isso,não insista,será apenas o som da piedade.

Pablo machado.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Lembranças

Ela saiu e comprou um vestido novo,
e até mudou o corte de cabelo.
Eu fiz a barba,e engraxei os sapatos.
Entramos no carro azul, e assim que cruzamos a ponte
segurei em sua mão.
Jamais esquecerei o seu cheiro,
e nem a noite em que dançamos pela primeira vez.
Pablo Machado

sábado, 11 de abril de 2009

Já estou cheio de mim mesmo.
Mas me disseram que o tempo está mudando.
Tenho grande apreço pela chuva.
Mesmo em uma casa grande sinto-me sufocado,
a quanto tempo não ando à cavalo?
Meus pais estão longe,por opção minha,
como sempre respeitando minha liberdade,
Hoje respeitam minha solidão.
Mas,dizem: o tempo está mudando.
Pablo Machado.
Cicatrizes da solidão são refletidas no espelho dos olhos.
Não me digas o que pensa,apenas tente sentir as dores do cansaço.
A verdade nunca vem sozinha:
Existe arte na dor,
sorte no amor,
quanto ao fogo;calor,
como ao frio o tremor.
Agora descanso...ainda sem paz.
Pablo Machado.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Assim fica ali; a folha em branco.
O pensamento no canto do quarto,parece lhe encarar com olhos fixos.
Será a ultima tragada no cigarro antes de virar para o lado.
Mesmo assim continuava sentindo aquele olhar.
Por um momento,pensou ouvir uma respiração.
De repente, estava sozinho de novo.
Agora poderia descansar,ao menos até a proxima noite.
Mas faltava algo:
O ponto final.
Pablo Machado.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Eis que nasce;
porque o sofrimento?
Eis que cresce;
quantas alegrias.
Eis que se apaixona;
sofrimentos e alegrias.
Eis que... vive!
Pablo Machado.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Tão forte quanto unhas na pele,
tão suave como afago nos cabelos,
és tu tempo:
Nos deixa marcas...desliza entre os dedos.
Pablo Machado.

Vivo entre a futilidade do diálogo,

e a utilidade da ação...

e vice-versa...e verso vira.

Pablo Machado.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Você está pensando: Porque?
Não vou justificar o sentimento.
O lado oculto das palavras... apenas pegue o que le serve, e vamos em frente.
Pablo Machado.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Porque as sarjetas são pintadas de branco?
No córrego de lágrimas perdem sua cor.
Aos deuses da inspiração que apreciam meu sofrimento,
agora vos digo:
O sofrimento passou,sei que logo voltará,
ainda sinto-me inspirado.
Sarjetas pintadas de amarelo.
Pablo machado.
A dor que não machuca a carne.
Quando,com os olhos fechados a alma flutua;
Os sonhos falsos que você teve,
serão as lembranças do seu erro.
As mentiras inocentes,não apagam
o medo dos culpados.
Pablo Machado.

domingo, 26 de outubro de 2008

Buscando a superfície,usando a produtividade de uma depressão.
Embriagado em palavras roubadas,as ondas poéticas que nos envolvem.
Por um momento quero partir.
As janelas fechadas não isolam o barulho da sua mente.
Pessoas transitando, jamais se olham nos olhos.
Pablo Machado.

sábado, 20 de setembro de 2008

Quero a dor da solidão, e sentir o calor da sua presença;
quero o medo da dúvida, e o alívio da certeza.
Quero a suavidade da loucura, com o conforto da serenidade;
quero o suor do verão, o aconchego do inverno.
Quero o 'não', e buscar o 'sim';
Quero mudar o que dizia, mas quero insistir;
A complexidade da vida, a simplicidade da morte.
Quero ser compreendido;não aceito.
Pablo Machado.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Inquietude...porque o gosto pelo isolamento? Tanta coisa pra ser dita,nem todos ouvem...a noite esta quente,casa cheia,musica,risadas...porque o vazio? Não,nem tudo esta relacionado ao amor. Sentimentos e sensações,aonde esta a resposta? Como uma ferida sob a pele... Qual o poder de uma palavra?
Pablo Machado.
''Não gosto de deter-me em pensamentos abstratos.O que se ganha com isso?
Na primeira juventude,fui um sonhador;costumava deter-me alternadamente nas imagens,ora melancólicas,ora luminosas,que me oferecia minha fértil e inquieta imaginação.E o que isso me trouxe?Apenas cansaço,como após combate noturno com uma visão fantasmagórica, e uma lembrança vaga, cheia de tristezas.Nessa luta estéril,desgastei o ardor da minha alma e a constância da minha vontade, imprescindíveis para a vida real.
Quando entrei nessa vida,já a tinha vivido mentalmente, e senti o mesmo tédio e asco de quem lê uma imitação ruim de livro há muito conhecido.''
Liérmontov.